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A Arte de Receitar Antiinflamatório - Não esteróides ( AINH)
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Atualmente o profissional se depara com uma gama de fármacos no mercado e este muitas vezes sente dificuldade em eleger o mais recomendável medicamento , por sua vez, a seleção vai depender da intensidade do processo, da condição sistêmica do paciente, ou seja se existe algum impedimento a sua prescrição,que tenha uma ação eficaz e que ao mesmo tempo seja desprovido de grandes reações adversas e surge então a grande dúvida na escolha da medicação correta. Como sabemos a inflamação é um processo bastante complexo no qual está envolvida a atividade de vários tipos de células e mediadores químicos. Esse fenômeno e causado por agentes físicos (mecânico, térmico, elétrico, etc), químicos (substâncias químicas irritantes) ou biológicos (fungos, bactérias, vírus , toxinas, etc) que modifica o equilíbrio fisiológico do tecido. O processo e mediado por uma quantidade grande de células inflamatórias como os leucócitos polimorfonucleares (neutrófilo, eosinófilo, basófilo) células endoteliais, mastócitos, macrófagos, monócitos , linfócitos e também por mediadores químicos como histamina, serototina, cininas prostaglandnas, tromboxanos e leucotrienos, não esquecendo dos fenômenos imunológicos, fatores quimiostáticos, sistema complemento e muitos outros; tendo como consequência fenômenos que caracterizam este processo como: febre, reações de dor, edema e perda funcional. Os fármacos antiinflamatórios não esteróides(AINH) vão agir através da inibição da síntese de prostaglandinas, como consequência de um bloqueio da enzima ciclooxigenase. Na prática endodôntica constantemente nos deparamos com situações onde é preciso lançar mão destes fármacos como auxiliar na terapêutica proposta, situações estas como: pulpite, pericementite, processos infecciosos (abscessos). Devemos estar ciente que a indicação destes fármacos devem ser realizada quando as manifestações inflamatórias (dor, edema, febre e limitação funcional) suplantam o benefício da regeneração tecidual determinado pela reação inflamatória. Quando há dor isolada ou preponderante sobre os outros sintomas da inflamação, o uso de analgésicos pode ser suficiente. A preocupação principal em relação os AINH são as reações adversas como: afetar o sistema digestivo, sistema nervoso, como também o fígado , rins, podendo causar certo tipo de dano ao paciente. Antes de administrarmos não só o AINH como qualquer outra medicação sistêmica é necessário que o profissional realize uma acurada anamnese para evitar que ocorra algum tipo de transtorno , antes de prescrevê-lo. Estamos cientes que devemos escolher uma medicação que se enquadre no maior número de pré-requesitos possíveis para realizar a escolha, logo que não existe no mercado uma medicação ideal. Foi executado uma tabela suscinta no qual nos preocupamos principalmente com os efeitos colaterais(em relação aos efeitos sobre a irritação gástrica - pois é o grande problema dos AINH) , a eficácia da medicação e o pico sérico.
ANTIINFLAMATÓRIOS NÃO ESTERÓIDES
Frente ao exposto é importante que o cirurgião - dentista esteja ciente que a medicação sistêmica não vai mudar o curso natural da doença, e sim agir como auxiliar da sua terapêutica,ou seja, diminuindo a intensidade da reação inflamatória e não a impedindo. Todavia, devemos primeiramente realizar os procedimentos endodônticos e administrar drogas se assim se fizer necessário.
(*)Mestranda em
Endodontia da FOUCCB
(**) Prof. Doutor da
Disciplina de Endodontia da FQUSP
(***) Profa Adjunta
da Disciplina de Endodontia da FOCCB
(****)Mestranda em
Endodontia da FOUCCB
FONTE: ANAIS DO IX CONGRESSO INTERNACIONAL DE ODONTOLOGIA DO LITORAL PAULISTA ( MAIO, 1997)
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